
Nos anos de 2005 e 2007 o Instituto Beethoven foi contemplado
com o Prêmio: Cidadania do Anuário Telecom da Plano Editorial.
Uma comissão julgadora integrada pela Fundação para o Prêmio Nacional de
Qualidade e da GRF Telecom entre outros, analisaram os projetos apresentados
pela comunidade de TI e escolheu aqueles que mais se destacaram pela
contribuição à comunidade.
Há sempre um rastro de sonho e esperança acompanhando as organizações do
terceiro setor, mas também há muito mais que merece ser conhecido.
Terceiro Setor é uma denominação recente e ainda pouco utilizada. Ao utilizar
este termo, consideramos o Estado como o Primeiro Setor e o Mercado como o
Segundo.
De acordo com o site www.filantropia.org – “o terceiro setor é constituído por
organizações sem fins lucrativos e não governamentais que têm como objetivo
gerar serviços de caráter público”.
Geralmente estes serviços dizem respeito a situações que geravam grande
sofrimento no momento em que os serviços foram concebidos.
Acreditamos que o surgimento do terceiro setor signifique uma evolução do ser
humano em relação à compreensão do conceito de vida em sociedade.
Antigamente considerava-se que quando, na vida de uma família, alguma grande
dificuldade se instalava, esta deveria ser escondida, pois poderia afastar
vizinhos, conhecidos e até mesmo amigo e parente próximos.
O que se entende por dificuldade atualmente está mudando e cremos que isto tem
estreita relação com a rápida evolução da ciência.
O ser humano hoje tem mais esperança e está aprendendo também que a capacidade
de vencer obstáculos depende não só de avanços tecnológicos, mas do grau de
humanização de nossa sociedade pois, se a ciência muda a nossa realidade, a
nossa forma de ver o mundo também interfere nas prioridades da ciência.
O Terceiro Setor tem atualmente a característica fabulosa de ligar técnica /
tecnologia / emoção através de um caminho de solidariedade.
A presença do voluntário e das empresas e empresários neste projeto,
possibilitam às instituições, um ponto de vista empresarial que inicialmente não
fazia parte dela e por outro lado dá ao empresário acesso a uma forma mais
completa de pensar e perceber a realidade, que é a deste grande novo desafio que
representa a sobrevivência de uma instituição sem fins lucrativos.
O empresário pode exercitar a aplicação de sua experiência e de seus
conhecimentos na resolução de problemas que não são os de seu quotidiano, mas o
mais importante é que ele pode experimentar a impagável sensação de construir
algo que importa muito e de fazer o bem.
Empresa e empresário podem ou não contribuir financeiramente com a instituição,
mas tem tanto a oferecer a ela, que podem chegar a fazê-la ultrapassar as
barreiras das dificuldades contribuindo para torná-la auto-sustentável e até
para ampliar seus serviços.
Miguel Perrotti
Presidente do Comitê de Cultura e Desenvolvimento Institucional da Derdic
Presidente do Projeto Art Supply
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